quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Proposta nº 365

365 dias se vão, e 365 dias se aproximam.
O fim não é nada mais do que a esperança de um novo começo.
Depositamos os erros na caixa do passado, e emolduramos os acertos na parede do futuro.
Mas, olho novamente, que grande bobagem é tudo isto! Que grande tolice, que miséria!
Pois este novo começo proponho uma mudança:
1- Mantemos a esperança no que vêm pela frente. Mais 365 dias para viver, e só de ser assim já deverá ser emocionante!
2-Deixo na caixinha os meus acertos, eles não serão úteis nos próximos dias, apenas servem para contemplação e exibição do que, mesmo no passado, foi feito.
3- Enquadro meus erro de ontem, eles sim tenho que ver todos os dias, e quem sabe consigo fazer diferente neste novo começo? Ah a esperança! Em mim continua viva, mesmo depois de morrer a crença nos próprios sentimentos!
Faço aqui minha proposta, de quem sabe viver 365 dias e nos próximos 365 ter novos acertos para pôr na caixinha.

Reticências

E naquele dia senti que minha alma nele morreu.
Foi como perder o chão, as paredes, o teto, e toda a estrutura que me protegia.
Em mim choveu, fez sol, ventou, e ali estava sem abrigo...
Morri em tua alma, a poesia se foi junto comigo.
Só que ainda te protejo,
Ainda vive em mim... como um grande amor.
Protejo-te de longe,
Me alegro com teu sorriso,
Me entristeço com suas lágrimas,
Me entusiasmo por ver-te viver.. uma vida que eu não conseguiria te dar estando por perto.
Deixo as complicações comigo, quero para você a mais simples das felicidades.
E assim me despeço da tristeza e da saudade de não tê-lo aqui.
E me faço feliz por ainda poder olhar-te de longe e contemplar sua felicidade.

Pílula

É como se...
você escolhesse um caminho
e nele eu não estou nem de passagem.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Semana Um

Escorregue os olhos pelas palavras românticas, arrependidas, tristes que deixei por aqui.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Por um momento

O coração se liga aos olhos, nasce a catarse.
E tudo volta a apertar o peito,
[todo o resto é secreto, na alma fica e de lá não sai]

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ponto Final

O balde foi chutado, mas você continua em meus pensamentos.
E agora eles se fazem tormentos,
ao passo que imagino reviravoltas
Todas elas me culpando por não ser sua por inteiro.
E todas elas me julgando, ignorando meus sofrimentos.
Até quando, ficarei arrastando lamentos?

Pois hoje chutei o balde,
Derramei minhas lágrimas pelo chão,
Espero o Sol para secá-las
E, quem sabe, este pensamentos pra longe irão.

E assim voltarei a dizer: o amor? Não sei quem é, apenas sem quem foi e também que nunca mais virá a ser o que antes era com você.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Mais que tudo.




Love I get so lost, sometimes
Days pass and this emptiness fills my heart
(Peter Gabriel)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

"Agora as noites são tão longas
No escuro penso em te encontrar."

Não, não penso em nada.
Me viro de cabeça pra baixo e derramo estes pensamentos no chão.
Volto,
Não!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O Riso, O Pranto, O Amor

"Quem conhece verdadeiramente o mundo, precisamente há de chorar; e quem ri ou não chora, não o conhece. Que é este mundo, senão um mapa universal de misérias, de trabalhos, de perigos, de desgraças, de mortes? E a vista de um teatro imenso, tão trágico, tão funesto, tão lamentável, aonde cada reino, cada cidade e cada casa continuamente mudam a cena, aonde cada sol que nasce é um cometa, cada dia que passa, um estrago, cada hora e cada instante mil infortúnios; que homem haverá (se caso é homem) que não chora?" ( Lágrimas de Heráclito)

Padre Antônio Vieira, neste texto, defende o pranto como mais digno ao mundo, e anteriormente neguei a afirmação do trecho acima, defendi que ver o mundo através do olhar de quem se ama faz dele menos sombrio, não havendo assim a necessidade do pranto.
Esqueci-me que não se faz necessário o pranto, se faz natural. Ele surge quando a verdade nasce, e a verdade tráz um mundo miserável, já que o amor cega as mazelas e colore vivamente o que antes morria.
Não sabem que em tudo que estava a morrer, morria também o sentido de amar. E mesmo o amor vivo, sem o sentido ele sucumbe à morte. E faz-se uma discussão sobre o amor a partir do riso e do pranto. Mas destaco aqui um detalhe que Padre Antônio Vieira não se esqueceu:
Podemos chorar sem lágrimas, e podemos rir com elas. Tudo que exagera faz nascer reações opostas à aquelas que normalmente temos.

"Há chorar com lágrimas, chorar sem lágrimas e chorar com riso: chorar com lágrimas é sinal de dor moderada; chorar sem lágrimas é sinal de maior dor; e chorar com riso é sinal de dor suma e excessiva."


Assim, ao tratar do riso como pranto, volto ao amor. Que riso é esse que ele produz em minh'alma se esperança não tenho mais neste amor perfeito, que mesmo ainda existente em meus sonhos já não se apresenta na realidade? Será pranto? Será excessiva e suma dor? E quando não há mais riso, nem pranto? Sequei meus poços de sentimento?

Apenas ofereço então, esta última lágrima, e este último riso. Se não mais poderei sentir, agradeço que meu último sentir foi para você.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

1ª do Singular

No fim das contas seremos eu e você..
eu sozinha,
você sofá.
Então tratemos de comprar umas almofadas...
Pois esta será a primeira de muitas noites
Na primeira pessoa do singular.

D[ia]JAVAN.

"Um dia frio
Um bom lugar pra ler um livro
E o pensamento lá em você,
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você,
E tudo me divide"

"Cantar é mover o dom do fundo de uma paixão
Seduzir
As pedras, catedrais, coração
Amar é perder o tom nas somas da ilusão
Revelar todo sentido
Vou andar, vou voar pra ver o mundo
Nem que eu bebesse o mar encheria o que eu tenho de fundo"


Fim. Talvez triste, mas sempre fim.



domingo, 27 de novembro de 2011

"Me esqueça sim,
Pra não sofrer,
Pra nao chorar,
Pra não sentir..."

Às vezes desviamos a sede de nossa alma para alguém que pensamos trazer na essência o que pode nos curar. E assim acreditamos que apenas essa essência é a verdade, é a cura de nossa sede, esquecemos dos restos, aqueles resto que trazem as lágrimas, as dúvidas, as aflições, as inseguranças, esses restos as vezes chamados de defeitos, outras vezes de diferenças. Aqui isso não importa, importará apenas que eles existem.
E apenas quando, o coração nos deixa enxergar que observamos que esta essência antes verdade, é apenas uma essência, não falsa, mas diferente, diferente da sua verdade.
E sofremos,
sofremos por tudo aquilo não ter valido a pena,
ou por ainda não estarmos desligados da verdade de tal diferente essência,
sofremos por termos acreditado naquilo tudo.
Mas, geralmente, esses casos acontecem pois a essência, aquela que realmente se conecta com a nossa, estava bem perto, em silêncio, vendo o sofrimento se instalar naquela falsa visão da verdade.
E depois do sofrimento raivoso, unem-se as almas, para formar uma só verdade, e uma só essência.
Nem todos precisam ser eternamente infelizes.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Aquele do Olhar de Fogo

Aquilo que não me prenderá em lágrimas,
Aquilo que me deixará voando.
Espero que não se importe...
Não se importe por favor!
Quero me fazer sua,
Quero me ver em teus braços,
Quero poder amá-lo para sempre.

Pois já o amo!
Pois já sou tua!
Mesmo sem teus braços a me ter.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Todo Tchau começa com um Oi

E hoje me faço saudade.
Saudade das histórias que não se uniram.
Saudade do tempo que não existiu.
Saudade do que ficou na imaginação.

Só sei que senti.

O adeus foi inevitável.
Só quero algum dia poder me despedir, só para poder,
Antes de qualquer despedida, dizer-te olá.
Olhar teus olhos de fogo, e apenas dizer: olá.

Memórias de uma Alma que [ainda] sonha.
"Quem dera eu sonhar estes sonhos bonitos, cheios daquilo que não sei se sinto, ou se não. Apenas sei que existem, ao ver escrito em teus olhos."

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O que pode ser

Pois o que é amor?
Para os cientistas são hormônios agindo
quando se encontra o parceiro que nos agrada.
Para os antigos é algo construído
Para os mais novos aquilo que se sente
desde a primeira troca de olhares
Para os decepcionados
é um monte de merda que te faz chorar no fim
Para os poetas
É a essência de uma vida feliz, ou infeliz.

Desta forma, o que é Felicidade?
Para as crianças é uma brincadeira nova
Para os cachorros é o momento que seu dono chega em casa
Para os apaixonados são aqueles segundos de carinho
antes do beijo e do "eu te amo"
Para os solitários é aquele filme que sem querer
você descobriu se iniciando na TV, naquela agradável tarde chuvosa.
Para os comilões é o almoço, o jantar e os lanches dos intervalos

Amor: pode ser bom, pode ser ruim. Viver um amor pode acabar em plural ou em singular, em sorrisos ou em lágrimas. Tudo depende do amor de cada um, e da resposta do amor do outro.

Felicidade: nunca é a mesma mas sempre gera o mesmo bem estar. Cada um encontra sua felicidade: pequena, grande, explêndida, rotineira. Todas sempre serão felicidade, sempre gerarão sorrisos, tímidos ou gigantes, sempre sorrisos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O velho Boticário

Morrem as palavras, aliás, desmaiam.
O A foi expulso, O M virou D. Apenas o O e o R resistiram.
O boticário é chamado, receita repouso,
uma sangria a cada dois dias.
Purificação do sangue.
"Estes sentimentos pestilentos, ainda me deixarão rico!"
Diz o velho gagá, boticário, solitário.
"É a melhor forma de viver, evita dores no peito"
Ele auscuta o peito das palavras, com um suspiro surge na porta o L, o A, o G,o R, o I o M, outro A e um S.
"Deixe que entre, faz bem a esta coitada um pouco de água salgada. Depois de algumas doses a realidade parece menos rígida. Sei disso muito bem, a guerra me ensinou a viver sem precisar delas de novo."
A guerra, a solidão. Parecem cura nesta ocasião!
Marcam a pele, que na guerra é ferida e na solidão se esfria.
A Alma sai ilesa? - Perguntou a adoentada
"A Alma nunca sai ilesa, mas as feridas do meu passado são mais fáceis de curar do que estas do seu presente"
Ela fica muda. Vou morrer?
"Ainda não, infelizmente ninguém morre de uma tolice dessas, apenas se esquecem de viver um tempo. Logo a cura chega junto com o esquecimento, e tudo isso vira um ciclo. Dura pouco tempo, até o coração secar. Logo apenas suas função prática sobreviverá, a de bater e fazer correr sangue nestas suas finas veias."
Ela segura na mão do velho boticário, que a olha sobre os grossos óculos de fivelas douradas passadas no pescoço.
Deixe que eu morra. Assim tudo isso vira crime, aquele monstro que me trouxe isso vai preso e nunca mais alguém viverá assim. Faça isso pelo senhor, que eu bem vejo nestes cansados olhos que não foi a guerra que lhe deixou sozinho. - Insistia, desesperada.
"É uma pena que não exista monstro. Isso é um vírus, um tanto quanto estranho eu diria. Encanta a todos de primeira, mas só em alguns causa bem, fortalece, alegra a vida eternamente.Em outros como nós dois corrói o coração, faz morrer crenças, nos deixa assim. Sem sossego. Mas você se acostuma minha filha. O Tempo cura tudo, mesmo se nesse tempo você passar por guerras, tudo será curado. Só não tente remover cicatrizes, elas serão eternas. Melhor assim, que quando o esquecimento chegar você não cometa a mesma tolice, e feche os olhos. Fica mais fácil, você verá."
Ele ajeita o cobertor da pobre, e segue de volta sua rotina.
"Abrir os olhos do mundo, eu digo que é esta minha missão!" -Sai nos seus passos envelhecidos.
E com sua risada rouca abafa o choro que chegou em sua garganta.

domingo, 25 de setembro de 2011

Art Nouveau

Não passas de fachada.
Arrependo do dia que pensei em trocar vidas, trocar almas.
Fazer que os olhares se tornassem a velha, tradicional e antiquada amizade.

É, as vezes não gosto de inovações.

As Flores de Plástico Não Morrem

Levaram as luzes. Estou no escuro, mas aquelas luzes me cegavam, e no escuro branco eu também estava. Nada é claro, nada pode ser esclarecido.
Eles me tiram as certezas de que sinto alguma coisa. Não sou mais uma certeza, sou uma eterna dúvida se levarei ao riso ou a lágrima.
O riso é uma forma de chorar, se chora por dentro. Não posso ser riso, não posso ser choro. Me tiraram o riso, o pranto, o sentir. Já não enxergam isto em mim, já não enxergo nada em volta. Escuridão eu me tornei.

"You left me in the dark
No dawn, no day, I'm always in this twilight"


Do zero, queria uma máquina do tempo. Para voltar ao passado e segurar aquela "eu", antes que a crença no amor seja anulada de seu presente e futuro. Antes daquela última lágrima cair no chão daquele lugar imundo. Poder segurar no rosto dela, afastar as mechas de seu rosto e dizer para fechar os olhos naquele minuto. Sem ver, ela não teria a alma agoniante, vazia, lacrada, a beijaria na bochecha, seus olhos se abririam, carregando a dúvida, a curiosidade. Ela sempre será o que sou, mesmo que não veja os desvios que a fiz fazer. Ela, por teimosia em saber o que era aquilo tudo, voltaria. Cairia no chão ao perceber que nunca poderia fugir do que se tornaria.
É preciso destruir as variáveis para que tudo continue como antes era.
A variável é uma só. Todo o resto é fixo.
O amor, digo mais, os sentimentos, variam, mudam, se moldam ao que se vive.
Os sentimentos não poderiam seguir com ela, eles não deixariam a vida ser estável.

Calma, eu preciso que você fique absolutamente calma.

"Like a riot, like a riot, Oh !
I'm not easily offended
It's not hard to let it go"

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Lombadas e Ideias

O dia vem a me sugar, fico vazia, sem palavras para emendar o que os sentimentos deixam pendurados.
O Sol queima as ideias, queima o início, e sem início não há meio e fim.
Mesmo quando se inicia no meio, ele é início, o que só apressa a chegada do fim.
E se o fim chegar?
São as dúvidas dessas horas sem Sol, mas sem Lua.
Que fazem nascer as ideias daquele submundo distante,
Que nem eu sei mais onde fica. Arranquei as placas e destruí as estradas.
Abri uma nova, um pouco mais longas, com curvas e lombadas.
E por essa nova estrada, onde a pressa não foi preceito, é que curto mais a música
Num caminho, ainda mal feito, traço uma viagem cega.
O temor existe, vai que trombo e por ali fico? Mas é um temor gostoso..
Temor de aventureiro
De quem gosta de se arriscar.
Agora vivo sem saber aonde chegarei..
Só sei que a felicidade deve estar me seguindo, pois trombo com ela a cada vez que te vejo.

Cismas

Cismei em ser o não-ser
Cismei com revoltantes palavras
E goles de tequila embaladas
Cismei com História
Cismei com placas de carro
Cismei com monossilábicos
curtos, grossos, loucos
Cismei com o Tudo
Cismei com o Riso e com o Pranto
Cismei com o Amor e com o Espanto
Cismei em enxergar no Mudo
As palavras que eu guardei
Mesmo sabendo falar
Pois todas essas cismas
Me deixaram onde estou
Menos uma, menos uma
Que me levou sem me levar
Levou meu coração
Meu coração[?]
Para perto do seu
Seu [!!!]
E aqui estou eu
Aqui estou eu
Cismada com você
Cismada com você


domingo, 18 de setembro de 2011

Monossílabos

E tudo se acaba assim
Quando se chega no momento do dia
Que não se pode mais pensar,
Já que o pensar leva ao dizer
E tudo o que se quer é dormir
E daqui tenho que sair
Antes que o fim seja trágico
E eu nunca mais possa voltar
E acaba-se, não tão monossilábico
Essa cachoeira de palavras
Que se pôs a correr da alma
Daquela que antes, estava só a ver
E agora passa a também querer isto fazer.

Pena que o último não ficou tão bom quanto aqueles outros de antes...

Quando a luz dos olhos teus

"Quem conhece verdadeiramente o mundo, precisamente há de chorar; e quem ri ou não chora, não o conhece. Que é este mundo, senão um mapa universal de misérias, de trabalhos, de perigos, de desgraças, de mortes? E a vista de um teatro imenso, tão trágico, tão funesto, tão lamentável, aonde cada reino, cada cidade e cada casa continuamente mudam a cena, aonde cada sol que nasce é um cometa, cada dia que passa, um estrago, cada hora e cada instante mil infortúnios; que homem haverá (se caso é homem) que não chora?" ( Lágrimas de Heráclito)

Pois digo que aquele que vê o mundo pelo olhar de quem ama, chora, por entre risos de poder sentir seu coração bater ainda que seja num mundo desgostoso, e sente ainda a esperança de poder um dia gostar desse mundo como gosta daquele a quem pertence os redondos espelhos que o reflete.

Por uma linha que li perdida

Não me venhas com questões que só cabem a ti responder
Não me venhas pedir aconchegos se cabem a ti oferecer

Pois foi isso que me veio no momento
Para neste branco escrever

E agora me vejo com tal questionamento:
Como devo estas questões desenvolver?

Pois aqui não cabem pensamentos
Que de tão pequeno podem desaparecer...

Já que é aqui que transbordo sentimentos
No meio de poesias, para não se perceber

Só que findo tudo nesse lamento
Que escrevo por causa do que tu veios a escrever.

De tudo, (...) serei atento

Que tudo é esse que devo-me fitar com os olhos arregalados
Sem Fechar
Sem Piscar
Sem Respirar?

Que tudo é esse que não posso deixar solto
A brincar
A Amar
A Odiar?

Que tudo é esse que prendo as minhas pupilas
A vigiar
E vigiar
E vigiar?

Pois fecho os olhos
e deixo-o solto
Que ele venha, que ele vá,

Que apenas volte,
quando assim quiser
Que venha antes da morte
Se assim puder.

Pensar que Pensei

Hoje pensei em tudo,
Pensei em viver essa vida normal que sigo,
Com lástimas e tristezas, alegrias e diversão.
Pensei em morrer
E deixar que as lágrimas salguem a boca daqueles
Que sentirem minha falta.
Mas de que vale a pena viver ou morrer?
De que é feito essa vida e essa morte?
Só desejo seguir,
Que seja pelo caminho da vida,
Que seja ao encontro da morte.

Hoje pensei em tudo,
Pensei na vida dos outros,
Pensei em poder voar,
Viajar pelo céu a recolher suspiros
Daqueles apaixonados em falso
Salvar algumas almas desiludidas
Estourar os balões que fugiram das mãos dos pequenos,
Que ficam a ver a cor se fundir ao céu, até morrer na imensidão
E choram por não poderem mais ter a cor em suas mãos.
Mal sabem os pequenos
Que ainda muito olharão ao céu
Para tentar ver a cor da alma
Daqueles velhos que acabou por perder,
E o Sol os impedirá, cegando-lhes os olhos
Secando-lhes as lágrimas

Hoje pensei em tudo,
Mas em nada disso que escrevo-lhes
Tudo isso é poema,
É causo que rima, que pula linha
Que só quer se aproveitar dos sentimentos
Sentimentos que existem ou não.

Pois, sendo assim
Hoje pensei em tudo.
Mas um tudo mais simples
Mais bonito,
Um tudo só meu
Pelo menos sou toda do meu Tudo.

Hoje pensei em tudo.
Pensei em mim,
Pensei em você
Pensei em nós.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Aquele do Furta-cor.

Seu sonho era ser atleta, destes que pulam obstáculos até chegar a fita no fim da pista. Só que correr pode machucar, e sua alma frágil o fez esquecer este sonho. Logo o substituiu. Materializou-se em Vermelho, e nomeou-se Amor e partiu-se sozinho, culpando o mundo pelos seus desagrados.

Só que o vermelho virou preto e o amor, buraco-negro. Foi-se a sugar tudo o que lhe agradava aos olhos e ouvidos. Ficou cheio, de tudo-de-bonito do mundo. E o Preto virou Prata, Buraco-negro moldou-se em chave. Trancou-se com seu tudo na sua própria fechadura.

O prata misturou-se, acabou em furta-cor, a chave virou pincel. Achou um cais, por ali abandonado, pintou-o de Vermelho Amor. No começo foi até a faixa, aquela que proibia a passagem. Depois pintou a faixa e pintou tudo o que ali estava. O Vermelho Amor lhe lembrou o sangue, quando, escondido da frágil alma, tentava correr pelos obstáculos da vida, e caia.

Então o pincel virou agulha, penetrou em seus olhos, cegando-o. Agora sofreria de dentro pra fora, estava feliz assim. Mas ali naquele mesmo cais que desejou pintar e amar. Caiu. O furta-cor, nenhuma cor é, se afogou nas águas e nelas se transformou, refletiria as cores que desejou ser em seu cego furta-cor.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Espanto

De repente vêm um medo..
um medo do amor verdadeiro ter me dado a mão e eu o ter estapeado...
medo de tudo isso ser uma mentira, uma farsa, uma nova dor que eu possa sentir.

sábado, 30 de julho de 2011

Falsos Poetas

Conservadores e defensores do amor...Eu digo que não!
Ao menor sinal de obstáculo eles param e desistem de tudo.
Desistir?
Desistir de algo que me fizeram enxergar?
Isso é revoltante! É deplorável! não é digno de quem mereça o amor!
Agora me vejo sozinha numa estrada onde, antes, eu tinha a quem pedir socorro no primeiro sinal de fraqueza. Não sei se as mãos que me carregam possuem essa confiança de chegar até o fim. Só sabia que no começo da estrada estavam dois heróis, confiantes que abriram meu peito para libertar minha alma daquilo que eu tinha medo de enfrentar.
Será que sou egoísta em pensar assim.
Não sei! Não quero ser, mas nesse exato momento só nisso consigo pensar.
Como me jogaram nesse precipício sem antes me dizer que lá em cima eles ficariam? Como?

terça-feira, 26 de julho de 2011

HARRY e outros pontinhos

Sim, eu com 19 pra 20 anos sentei no cinema e vi o último Harry Potter, e digo mais! Deixei escapar por esta dura casca que a vida me deu uma lágrima.
Não pelo filme, e sim por mim, e pelo o que o filme representa em minha vida, representa a juventude, desde a compra do primeiro livro até hoje. Todo um período onde nada era estável, apenas o livro que ficava em minha cabeceira.
Lembrei de quando amei pela primeira vez, lembrei de quando esse amor me fez chorar e querer sufocar tudo o que ali havia respirado..... Lembrei dos amigos, os que vieram, os que aqui estavam, os que então ficaram. Lembrei de mim, e do meu outro eu.. a raiva, a calma, o rosa, o preto e por fim o calmo verde que encobriu como uma armadura tudo aquilo que deveria ser protegido, e anulou de mim o pouco sentimento que ali tinha restado, sobrou apenas a superficialidade do medo, da raiva e da tristeza. Veio então a tequila a me consolar, e ela consolou até o dia que finalmente cai no chão.
E aqueles amigos que ficaram resistiram e me apoiaram e me transformaram lentamente.
Hoje, depois de destruir as horcruxes que não deixavam o amor prevalecer, sou eu novamente toda amor, toda sonho, toda eu.
Nos seus olhos encontrei a mudança, e agora só ficou uma cicatriz para que eu nunca esqueça, que tudo se foi, assim como a juventude, ela agora mora na minha penseira...e eu, até eu moro no amor.
Sentada aqui vejo a vida passar depressa,
Sentada aqui vejo pequenos se acharem grandes, grandes se acharem velhos, e velhos se acharem mortos.
Querem tudo de uma vez, sem faltar nenhum detalhe, querem o bolo e a cereja sem ter de quebrar ovos e misturar farinha e leite.
Querem o som antes da música, a letra antes da escrita e o beijo antes do amor.
Mas me penduro no cordão do sino, impedindo a meia-noite bater,
Parei o mundo no fim do dia, seguro firme, não quero descer. Agora posso respirar duas vezes e enxergar o caminho que antes passei correndo sem observar.
Paro de ver com os olhos para finalmente enxergar com a alma, que não é assim tão apressada, e encontro as mãos que tentaram me pegar, e eu corri com pressa de esquecer da vida.
Mas não é que perdi a vida por lá?! E essas mãos a trouxeram de volta, me embalaram
Me mostraram que mesmo parada estou a flutuar mais alto, e agora vejo os apressados passando, sugando do tempo o extra que precisam para achar que assim vivem, não! Não vivem!
Morrem rápidamente, sem deixar um piscar de vida como lembrança, antes de morrer corriam, derrubavam suas própria vidas na busca desesperada pela reta final, ao som do tic tac e das buzinas, sem notar que a felicidade ficou uma curva atrás...
Queimei os relógios, marco o tempo pelas lembranças que aquelas mãos me deram quando guiaram nossos lábios para o beijo, aquele mesmo que me fez esquecer do mundo.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Desafio

Ontem me desafiei, me perguntei se tudo o que digo que passou realmente está longe, e então olhei nos seus olhos, acariciei seu sorriso, e vi sua busca por manter tudo de pé enquanto eu só observava serenamente.
O seu sorriso passou a ser o meu, seu olhar filtrou as dúvidas, e venci meu próprio desafio.
Como prêmio ganhei seu beijo, embalado pela música daquele bar, que ao mesmo tempo que eu estava, já não estava mais, pois me perdi em seu abraço.
Beijei, abracei, voltei a sentir o que antes era puro medo, puto medo que me arrastou pra essa realidade vazia e de choro seco.
A meia noite badalando no sino da igreja daquela praça, e eu o aceitando de volta, e selando um pacto com ele, prometi que não o abandono, o amor agora sempre aqui estará. Beijo-te para assim assumir o compromisso que faço com minha alma.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O amor, o coração e a mentira

Eu não estou te chamando de mentiroso, mas não minta para mim.
Nesse mundo falso, a mentira se apaixonou por mim, matava o amor e a confiança para ter um pedaço do meu coração. Depois de tantas lutas, uma lágrima contou a ela que meu coração fugiu, não agüentava mais viver se esquivando daquela grudenta da mentira, juntou as trouxas e pegou o bonde, sentou na janelinha apenas para ver pela última vez aquele olhar vago, agora vazio de sentimentos.
O amor fingiu morrer, e viu por entre o sangue falso o coração indo embora sem rumo. Ele fechou os olhos e se escondeu na alma, olhando pela janela todos os dias, de mãos dadas com a esperança sonhando com a voltar do coração.
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
Um dia o amor acordou e já não tinha mais o aconchego da esperança. Mesmo assim olhou pela janela da alma uma última vez, e ele chorou, viu a esperança trazendo o coração, e sentados tomando café, o coração contou como a mentira ocupou seu espaço, se atrelou a medo e ali nasceu a angústia, mas um dia a mentira sentiu medo do medo, e o medo mentiu pra mentira, e a angústia só chorava às vezes de medo outras de mentira. Cada um foi pra um lado, e a angústia foi adotada pra longe dali.
Agora, coração, esperança e amor voltavam ao seu lugar formando o mais lindo triângulo amoroso que já se viu. Todas as tardes dão uma fugidinha pra saber do olhar quem está causando as borboletas que fazem o estômago sorrir de dia e suspirar de noite.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Esquecerei

Esquecerei de onde vim, quem me trouxe e já me deixou.
Esquecerei das minhas lágrimas no escuro do cobertor.
Esquecerei das minhas loucuras e dos meus medos
Esquecerei das minhas fugas e dos meus surtos.
Esquecerei as partidas
Esquecerei as ilusões

Será possível deixar pra trás todos os nós que dei em minha alma?
Será que posso simplismente arrancá-los com uma tesoura racionalmente afiada?
Respiro, penso, desisto, explodo, mudo tudo de lugar.

Esquecerei apenas que tentei esquecer quem eu sou.
Mas me lembrarei sempre que, talvez essa seja a minha medrosa pessoinha, que escondeu aquela que dorme abraçada ao coração, jurando que o amor é algo pulsante dentro dela.
Esquecerei o medo. A partir deste ponto final serei só o amor, e o amor só aqui estará.

Acho que eu mereço me dar uma chance.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Nessas últimas semanas deixei que pessoas me notassem, me notassem pela secreta entrada da alma, a entrada mais triste que guardo, o coração.
Abandonei os sorrisos, a racionalidade e coloquei a tristeza pro mundo ver.
Pensei que assim eu me entenderia, eu mudaria.
Entendi que nego tudo o que outros estão a sonhar, por pura covardia.
Medo daquela gota salgada escorrer no meu rosto e chegar a minha boca, como se calasse mais um pouco esse sentimento tão perfeito que tento demonstrar sentir.
De nada adiantou toda essa ladainha, não sei quem sou, não sei quem fui e tenho pesadelos com o que posso acabar sendo.
Tenho uma alma imperfeita, cheia de rachaduras, algumas que eu mesma causei, num desesperador desejo pela fuga desse mundo insano que anula tudo aquilo que sonhava em fazer.
Me diminui atrás de uma mesa, com uma bela justificativa para lá estar.
Não vou abraçar o mundo, não dá pra viver as fantasias de um coração que já não existe, porque já não mais existem as fantasias, apenas a rotina, cansativa, miserável de mais um corpo sem vida que vaga por entre as ruas.
Afinal, aonde deixei cair o brilho do meu olhar? Onde guardei os sorissos? Por onde anda a vontade de viver? Grito pelo amor, ele finge que está lá mas já sumiu antes de eu pegá-lo.
A angústia parece que arde por dentro, e transborda pelos olhos sempre que penso em mim.
Abandonei-me. Não venha me salvar, afinal, a culpa não é só minha.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ora, o sofrer é o motor da história
Disse uma vez um grande amigo que se pôs a me analisar.
Descobriu lágrimas, fugas, sonhos e marcas eternas de um passado que ainda quero esquecer.
Ele resolveu não me matar, mas compartilha comigo o que já senti por entre essas palavras que temperam minha vaga e solitária alma.
Ele ainda acredita no amor, acredita tanto que vive por ele... entre suas belas falas, e engraçadas sacadas sobre esse horroroso mundo podemos ver a confiança, aquela mesma que brilha nos olhos de quem crê no amor.
Tomara que um dia, ela brilhe em meus olhos, depois que estes já estiverem secos do sofrer.
Aqui fica um grande obrigaddo a esse amigo, que me fez ver onde eu pensava ser cega.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Eu voltei, mas não se bem se é pra ficar

Hoje é terça, então amanhã eu posto na quarta feira da treta os assuntos maternos de hoje. E não adianta me censurar que quem manda nisso aqui sou eu.PORRA
Desculpa aí o modo de escrever (pq to falando bosta aqui, tá um silêncio tão gigante que a minha respiração está fazendo eco) é que acabei de sair de uma sala de cinema, vi Tropa de Elite, mas vou deixar os comentários sobre o filme com críticos ou com quem faz blog pra chamar atenção de gente que não consegue fazer ou usar uma coisa antes de saber a opinião de quem usou e criou um blog cor-de-rosa pra encher de elogios sobre algo e tentar assim ficar famoso ou ganhar alguma coisa grátis. Eu vou falar mesmo é de filmes em geral. Minha paixão suprema, eu casei com o cinema e com a política a partir de hoje, beijei na boca da política sutilmente, como uma menina de 14 anos faz com a coleguinha quando quer treinar o beijo antes de enfrentar os meninos, foda (ou não) é quando preferem o treino, e então fui possuida pelo cinema da forma mais voraz e poética já vista, afinal ele tem muita experiência com um currículo de cenas de sexo da mais apaixonada a mais carnal imaginável.
E como hoje minha alma não está afim de jorrar meus pensamentos internos sobre a política, vou me abrir falando do meu cinema....
Ah meu cinema, fala ai se você nunca saiu de uma sala de cinema modificado, o filme termina você suspira e passam-se mil idéias na sua cabeça...
Se for um filme de açã, seu desejo é pegar uma arma e sair vitorioso depois de enfrentar os homens mais bem treinados do mundo, se for de romance a solteiras se desesperam por querer um namorado, os casais se olham a menina sorri como se dissesse "nós somos esse filme" e o menino a beija antes que ela pegue esse pensamento e transforme em palavras, se for de animais, logo queremos adotar um cãozinho e chama-lo com o nome do filme, se for de comédia idealizamos uma aventura bem louca pra fazer com amigos, se for de terror, bom você vê fantasma em tudo que é canto. Mesmo que o filme seja ruim nós sentimos algo, e esse sentir é que faz do filme uma parte de nosso lazer tão emocionante.
Hoje não vou revoltar, vou suspirar de alegria, e quem sabe ver mais um viciante filme antes de dormir.
Depois falo da política e apresento be cochichado meu amante: o livro, afinal, a felicidade não está numa coisa só ;P