quinta-feira, 14 de julho de 2011

O amor, o coração e a mentira

Eu não estou te chamando de mentiroso, mas não minta para mim.
Nesse mundo falso, a mentira se apaixonou por mim, matava o amor e a confiança para ter um pedaço do meu coração. Depois de tantas lutas, uma lágrima contou a ela que meu coração fugiu, não agüentava mais viver se esquivando daquela grudenta da mentira, juntou as trouxas e pegou o bonde, sentou na janelinha apenas para ver pela última vez aquele olhar vago, agora vazio de sentimentos.
O amor fingiu morrer, e viu por entre o sangue falso o coração indo embora sem rumo. Ele fechou os olhos e se escondeu na alma, olhando pela janela todos os dias, de mãos dadas com a esperança sonhando com a voltar do coração.
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
Um dia o amor acordou e já não tinha mais o aconchego da esperança. Mesmo assim olhou pela janela da alma uma última vez, e ele chorou, viu a esperança trazendo o coração, e sentados tomando café, o coração contou como a mentira ocupou seu espaço, se atrelou a medo e ali nasceu a angústia, mas um dia a mentira sentiu medo do medo, e o medo mentiu pra mentira, e a angústia só chorava às vezes de medo outras de mentira. Cada um foi pra um lado, e a angústia foi adotada pra longe dali.
Agora, coração, esperança e amor voltavam ao seu lugar formando o mais lindo triângulo amoroso que já se viu. Todas as tardes dão uma fugidinha pra saber do olhar quem está causando as borboletas que fazem o estômago sorrir de dia e suspirar de noite.

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