quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Floresça-me

Para que nasçam flores na primavera é preciso que morram as mesmas no outono.
Para que nascesse em você um grande amor foi preciso que choraste quando corri.
Para que fizesse felicidade em tua alma foi preciso que a tristeza nos separasse, existindo em nós dois.
Leave all your love and your your loving behind
You cant carry it with you if you want to survive

Eu corri e olhei para trás, eu vi uma flor nascendo em ti.
Uma flor que te fará sorrir.
Uma flor que te amará do mesmo jeito que você a ama.
E sequei-me de tristeza ao mesmo tempo que nasci para a felicidade.
Pois se as flores em ti chegaram, se a felicidade em ti nasceu,
Tudo aquilo que eu desejava a você aconteceu.

Quem sabe uma flor bem pequena, como uma margarida,
Venha e floresça minha vida?

ROSA,Guimarães

"Quando me disseste que não mais me amavas,
e que ias partir,
dura, precisa, bela e inabalável,
com a impassibilidade de um executor,
dilatou-se em mim o pavor das cavernas vazias...
Mas olhei-te bem nos olhos,
belos como o veludo das lagartas verdes,
e porque já houvesse lágrimas nos meus olhos,
tive pena de ti, de mim, de todos,
e me ri
da inutilidade das torturas predestinadas,
guardadas para nós, desde a treva das épocas,
quando a inexperiência dos Deuses
ainda não criara o mundo..."

Quando te disseste que o deixarias
Não conseguir dizer-te que já não mais o amavas
frágil, imprecisa, tenebrosa e sem chão.
Me senti deixando nossa segura caverna
me expondo ao mundo sem teus olhos a me acalmarem,
Executei o futuro que havia para nós.
Mal vi teu olhar em mim, meus olhos,
como afluentes de minh'alma,
preencheram-se de lágrimas
estas me impediram de ver-te por uma última vez.
Tive pena de mim, tive pena de ti, tive pena de todos!
Ouvi teu riso, e o senti como pranto.
Tínhamos um presente cruzado,
mas estes Deuses, que tanto fala,
já não nos queriam juntos neste futuro que traz o mundo...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Aquela dos Bem Quereres

Eles - ela pensou - sempre eles moldaram as querenças e não querenças daquilo que poderia ser minha vida.
Queres culpá-los? Tola! Toda esta culpa não são eles que sentem, ela vive naquilo que pulsa em ti. Como és tola!
Pois quem é você? De onde surge esta voz?
Ó minha alma ingênua! Surge de ti, não vês teus lábios a revelarem estas sábias palavras que antes se recusava a expor?
Pois bem, sou culpada?
Sim! A culpa de uma vida que não queres é apenas tua!
Mas o que fiz? O que não fiz? Quando quis não ter a vida que desejava?
Você apenas quis não querer, sentou onde está e viu tudo passar, só que...
Não diga mais nada! Não diga mais nada! Assumo minha culpa, eu apenas assisti tudo, como num cinema, onde a tela te engole, você fica com os olhos paralisados diante de tanta cor, tanta magnitude! Pois aqui estou eu, parada, mas meu filme está preto e branco, sem nenhuma elegância, a tela molhou-se com a abundância de minhas lágrimas. Eu vi minha vida e não me movi. Eu não fiz nada! Eu deixei que me levassem daqui, o que restou não sou eu, é o resultado da minha própria fuga, fujo da vontade de querer ser.
Não és tão tola quanto pensei. Este é um bom começo...
Começo?
E tudo ficou negro, seus olhos se abriram, ela finalmente acordou e só queria não esquecer este sonho.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Algumas vezes tento parar de arranjar desculpas para ignorar a mentira da minha vida.
Um dia quem sabe, tento largar destas desculpas e organizar realmente toda essa bagunça.