sábado, 5 de dezembro de 2015

Corte

Espaços

Espasmos

Felicidade                                                                                                sem verbo, sem dor.

Verdade

Amor.



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Entre os.... A saudade

Aqui não temos morro
Mal e mal
Uma ladeira
Mas não é isto que afasta
A saudade sorrateira
Ela muda de lugar
Endereço
Coração
Mas não deixa de cercar
De se esconder
Em tal paixão
Entre as bocas
Pernas, beijos
Entre a vida, os sonhos
E das almas, união
A saudade permanece
Na ausência
Em meu colchão.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Da ausência

Aperto
No peito
É falta 
De aperto
Na alma,
Abraço 
Sem dó,
Beijo 
Roubado
E
Você 
Ao meu lado. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Apelo

Você vem
Fica um pouco
Aperta meu corpo
Vai embora
Eu me deito
Me arrumo
Sem jeito
Abraço o tempo
Imploro

Vem, não demora.

domingo, 9 de agosto de 2015

Do desejo do infinito II

O fim parece um tanto ilusão
                                     Invenção
                                     Construção
Quando em teus olhos
              Só vejo aumentar
              Meu infinito amor por ti.

Do desejo do infinito I

O fim parece um pouco mais próximo.
                                                Lógico.
                                                Sólido.
                  Quando acabam-se as horas
                                      Em seus braços.
                                           
                         

terça-feira, 28 de julho de 2015

Roubado

Derradeiro dia
Entre as estantes de poesia
Um beijo me sentenciou
A viver morrendo
Amando
quem já jurou
O poético
eterno amor.


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Pedido

Que esse caso de afagos
Não passe tão rápido
Como passam as horas
Quando estou ao seu lado.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Certamente

São certos dias
de agonia
São certos os dias
de agonia
São os certos dias
de agonia

certeira.
sem erro.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Inspira

Pelo amor de Deus.
E se Deus não amar?
Não existir?
Não se importar?

Seguro, de velho morreu
Melhor, não abusar de Deus
Quem apela para este clamor
no amor, só está pensando.
E se muito ama, das ideias variando,
pra que se importar com divino interlocutor?

Pelo amor do amor
Então passo a defender
Pelo amor do amor
Tal clamor, assim deve ser
Pelo amor do amor
Pelo amor do amor!
PELO AMOR DO AMOR!

Será que você não vê?
Esse amor é você.


Inspiração: http://numafolhaqualquereudesenho.blogspot.com.br/2014/06/muito-mais-que-o-amor.html?m=1

sábado, 4 de julho de 2015

Terminal

Essa estranha mania
de contornar com os olhos.

Contornando
os olhos cansados
dos que retornam comigo
no desajustado coletivo.

Contornei as mãos que seguravam,
em esforço duplo,
na barra e um livro.

"A vida sabe o que faz"

Discordei, quase que imediatamente
de tais palavras inconscientes.

Questa vida
deve estar
mais perdida
que eu

que perdi o ponto
da descida.

domingo, 21 de junho de 2015

Mape(am)ando

Mapeio seu rosto,
milimetricamente 
Para lembrar os motivos 
Do meu sorriso indecente. 


sábado, 6 de junho de 2015

À Deriva

Som 
de água braba 
chocando-se em madeira frágil

Farfalhar constante,
uma dança que
desorienta.

E são muitos
segredos,
refúgios.
são muitos, na tempestade.

Todos inutilmente necessários.
Ou assim pensam que são.

Já não se sabe
a profundidade
de tais águas.

Já se duvida do que está por vir.
Já se duvida
se virá.

A única sorte
na perda de si
é nunca saber 
o tamanho azar
que a vida lhe dá.

Tempestade.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Do vício abandonado

Nestes tragos
Lembranças e passados
Nicotina de desejos
Viciantes lampejos
De pouca vida
Muito maço
Arregaço
De uma alma
Sem ar,
Sem nada
Sem fogo
Queimada
Por fim
Liberto- me de tudo.
Apago o que será o último
A me fazer definhar.
Agora
Novos ares,
Vou respirar.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Me

Me mata aos poucos
Com teus beijos loucos
Teus suspiros roucos
Depois de tragar

Me endoidece
Quando se estremesse
Como se eu tivesse
Tudo em seu lugar

Me falta a vida
Com tua partida
Constante ida
Sem quase voltar

Me agonia
Nesta putaria
De alegria
Que me faz sonhar

quinta-feira, 19 de março de 2015

Início

Antes flor não arrancada
Deixada em teu mórbido estar
Hoje pétalas despedaçadas
Que se refazem a cada novo encontrar

Não comprometa-se
Por favor, não! 
Mas fiquei aqui
Já que estou em tuas mãos 

És suspiro, alívio 
Uma chance? Talvez
És o mais belo início 
Que nestes tempos se fez

Faça-me sua
Sem medo, ou pudor
Faça-me seu
Mais novo velho amor

Fluxo

Por ti parei
Enlouqueci
Chorei
Um pouco morri
Mudei
Passei a sentir
Amei
Por ti parei
De rimar
De sonhar
De tentar
De ser.
Por ti parei
E quando acabou
Voltei
Rimei
Sonhei
Tentei
Fui, sou.
Eu mesma
E vou indo
Sendo
Vivendo
Amando
Sem parar.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Moeda

Foi tudo mentira
E estão todas aqui
Em cada rima.

Foi tudo verdade
E estão todas aqui
Em cada sonoridade

Para você: mentira
Para mim: verdade

O amor pertence a apenas um lado
De uma moeda.

Foi. Nunca será, como foi.
Queira Deus, que continue sendo
Algum dia, e que seja melhor
Melhor. Verdade dupla, sintonia.

Não

Não posso
Deixar morrer
As rimas que faço

Não posso
Deixar morrer
Apesar
De não ter
O amor como traço
Das rimas que faço.