sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Não.
Não.
Não seu estúpido! Não!
Não vê que nego tudo o que diz ?
Não vê que preciso voar daqui, como uma águia?
Abocanho as amarras do mundo que predem o meu querer dizer,
Solto as palavras como jatos.
Elas pulsavam dentro de mim, e agora se fazem únicas pelo nojento ar urbano que tenta evitá-las.
Repulsa! Repulsa!
Preciso gritar.. preciso, preciso, não quero!
...vazia, estou vazia, me sinto miúda, me sinto usada, tenho nojo de tudo o que pode ser comparado a solidão.
Cansei dessa lorota, essa falsa idéia de felicidade, resolvi que serei triste pra sempre, pelo menos enquanto durar a sobriedade.