segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Lombadas e Ideias

O dia vem a me sugar, fico vazia, sem palavras para emendar o que os sentimentos deixam pendurados.
O Sol queima as ideias, queima o início, e sem início não há meio e fim.
Mesmo quando se inicia no meio, ele é início, o que só apressa a chegada do fim.
E se o fim chegar?
São as dúvidas dessas horas sem Sol, mas sem Lua.
Que fazem nascer as ideias daquele submundo distante,
Que nem eu sei mais onde fica. Arranquei as placas e destruí as estradas.
Abri uma nova, um pouco mais longas, com curvas e lombadas.
E por essa nova estrada, onde a pressa não foi preceito, é que curto mais a música
Num caminho, ainda mal feito, traço uma viagem cega.
O temor existe, vai que trombo e por ali fico? Mas é um temor gostoso..
Temor de aventureiro
De quem gosta de se arriscar.
Agora vivo sem saber aonde chegarei..
Só sei que a felicidade deve estar me seguindo, pois trombo com ela a cada vez que te vejo.

Cismas

Cismei em ser o não-ser
Cismei com revoltantes palavras
E goles de tequila embaladas
Cismei com História
Cismei com placas de carro
Cismei com monossilábicos
curtos, grossos, loucos
Cismei com o Tudo
Cismei com o Riso e com o Pranto
Cismei com o Amor e com o Espanto
Cismei em enxergar no Mudo
As palavras que eu guardei
Mesmo sabendo falar
Pois todas essas cismas
Me deixaram onde estou
Menos uma, menos uma
Que me levou sem me levar
Levou meu coração
Meu coração[?]
Para perto do seu
Seu [!!!]
E aqui estou eu
Aqui estou eu
Cismada com você
Cismada com você