segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Lombadas e Ideias

O dia vem a me sugar, fico vazia, sem palavras para emendar o que os sentimentos deixam pendurados.
O Sol queima as ideias, queima o início, e sem início não há meio e fim.
Mesmo quando se inicia no meio, ele é início, o que só apressa a chegada do fim.
E se o fim chegar?
São as dúvidas dessas horas sem Sol, mas sem Lua.
Que fazem nascer as ideias daquele submundo distante,
Que nem eu sei mais onde fica. Arranquei as placas e destruí as estradas.
Abri uma nova, um pouco mais longas, com curvas e lombadas.
E por essa nova estrada, onde a pressa não foi preceito, é que curto mais a música
Num caminho, ainda mal feito, traço uma viagem cega.
O temor existe, vai que trombo e por ali fico? Mas é um temor gostoso..
Temor de aventureiro
De quem gosta de se arriscar.
Agora vivo sem saber aonde chegarei..
Só sei que a felicidade deve estar me seguindo, pois trombo com ela a cada vez que te vejo.

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