sábado, 30 de julho de 2011

Falsos Poetas

Conservadores e defensores do amor...Eu digo que não!
Ao menor sinal de obstáculo eles param e desistem de tudo.
Desistir?
Desistir de algo que me fizeram enxergar?
Isso é revoltante! É deplorável! não é digno de quem mereça o amor!
Agora me vejo sozinha numa estrada onde, antes, eu tinha a quem pedir socorro no primeiro sinal de fraqueza. Não sei se as mãos que me carregam possuem essa confiança de chegar até o fim. Só sabia que no começo da estrada estavam dois heróis, confiantes que abriram meu peito para libertar minha alma daquilo que eu tinha medo de enfrentar.
Será que sou egoísta em pensar assim.
Não sei! Não quero ser, mas nesse exato momento só nisso consigo pensar.
Como me jogaram nesse precipício sem antes me dizer que lá em cima eles ficariam? Como?

terça-feira, 26 de julho de 2011

HARRY e outros pontinhos

Sim, eu com 19 pra 20 anos sentei no cinema e vi o último Harry Potter, e digo mais! Deixei escapar por esta dura casca que a vida me deu uma lágrima.
Não pelo filme, e sim por mim, e pelo o que o filme representa em minha vida, representa a juventude, desde a compra do primeiro livro até hoje. Todo um período onde nada era estável, apenas o livro que ficava em minha cabeceira.
Lembrei de quando amei pela primeira vez, lembrei de quando esse amor me fez chorar e querer sufocar tudo o que ali havia respirado..... Lembrei dos amigos, os que vieram, os que aqui estavam, os que então ficaram. Lembrei de mim, e do meu outro eu.. a raiva, a calma, o rosa, o preto e por fim o calmo verde que encobriu como uma armadura tudo aquilo que deveria ser protegido, e anulou de mim o pouco sentimento que ali tinha restado, sobrou apenas a superficialidade do medo, da raiva e da tristeza. Veio então a tequila a me consolar, e ela consolou até o dia que finalmente cai no chão.
E aqueles amigos que ficaram resistiram e me apoiaram e me transformaram lentamente.
Hoje, depois de destruir as horcruxes que não deixavam o amor prevalecer, sou eu novamente toda amor, toda sonho, toda eu.
Nos seus olhos encontrei a mudança, e agora só ficou uma cicatriz para que eu nunca esqueça, que tudo se foi, assim como a juventude, ela agora mora na minha penseira...e eu, até eu moro no amor.
Sentada aqui vejo a vida passar depressa,
Sentada aqui vejo pequenos se acharem grandes, grandes se acharem velhos, e velhos se acharem mortos.
Querem tudo de uma vez, sem faltar nenhum detalhe, querem o bolo e a cereja sem ter de quebrar ovos e misturar farinha e leite.
Querem o som antes da música, a letra antes da escrita e o beijo antes do amor.
Mas me penduro no cordão do sino, impedindo a meia-noite bater,
Parei o mundo no fim do dia, seguro firme, não quero descer. Agora posso respirar duas vezes e enxergar o caminho que antes passei correndo sem observar.
Paro de ver com os olhos para finalmente enxergar com a alma, que não é assim tão apressada, e encontro as mãos que tentaram me pegar, e eu corri com pressa de esquecer da vida.
Mas não é que perdi a vida por lá?! E essas mãos a trouxeram de volta, me embalaram
Me mostraram que mesmo parada estou a flutuar mais alto, e agora vejo os apressados passando, sugando do tempo o extra que precisam para achar que assim vivem, não! Não vivem!
Morrem rápidamente, sem deixar um piscar de vida como lembrança, antes de morrer corriam, derrubavam suas própria vidas na busca desesperada pela reta final, ao som do tic tac e das buzinas, sem notar que a felicidade ficou uma curva atrás...
Queimei os relógios, marco o tempo pelas lembranças que aquelas mãos me deram quando guiaram nossos lábios para o beijo, aquele mesmo que me fez esquecer do mundo.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Desafio

Ontem me desafiei, me perguntei se tudo o que digo que passou realmente está longe, e então olhei nos seus olhos, acariciei seu sorriso, e vi sua busca por manter tudo de pé enquanto eu só observava serenamente.
O seu sorriso passou a ser o meu, seu olhar filtrou as dúvidas, e venci meu próprio desafio.
Como prêmio ganhei seu beijo, embalado pela música daquele bar, que ao mesmo tempo que eu estava, já não estava mais, pois me perdi em seu abraço.
Beijei, abracei, voltei a sentir o que antes era puro medo, puto medo que me arrastou pra essa realidade vazia e de choro seco.
A meia noite badalando no sino da igreja daquela praça, e eu o aceitando de volta, e selando um pacto com ele, prometi que não o abandono, o amor agora sempre aqui estará. Beijo-te para assim assumir o compromisso que faço com minha alma.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O amor, o coração e a mentira

Eu não estou te chamando de mentiroso, mas não minta para mim.
Nesse mundo falso, a mentira se apaixonou por mim, matava o amor e a confiança para ter um pedaço do meu coração. Depois de tantas lutas, uma lágrima contou a ela que meu coração fugiu, não agüentava mais viver se esquivando daquela grudenta da mentira, juntou as trouxas e pegou o bonde, sentou na janelinha apenas para ver pela última vez aquele olhar vago, agora vazio de sentimentos.
O amor fingiu morrer, e viu por entre o sangue falso o coração indo embora sem rumo. Ele fechou os olhos e se escondeu na alma, olhando pela janela todos os dias, de mãos dadas com a esperança sonhando com a voltar do coração.
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
E ele não vinha...
Um dia o amor acordou e já não tinha mais o aconchego da esperança. Mesmo assim olhou pela janela da alma uma última vez, e ele chorou, viu a esperança trazendo o coração, e sentados tomando café, o coração contou como a mentira ocupou seu espaço, se atrelou a medo e ali nasceu a angústia, mas um dia a mentira sentiu medo do medo, e o medo mentiu pra mentira, e a angústia só chorava às vezes de medo outras de mentira. Cada um foi pra um lado, e a angústia foi adotada pra longe dali.
Agora, coração, esperança e amor voltavam ao seu lugar formando o mais lindo triângulo amoroso que já se viu. Todas as tardes dão uma fugidinha pra saber do olhar quem está causando as borboletas que fazem o estômago sorrir de dia e suspirar de noite.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Esquecerei

Esquecerei de onde vim, quem me trouxe e já me deixou.
Esquecerei das minhas lágrimas no escuro do cobertor.
Esquecerei das minhas loucuras e dos meus medos
Esquecerei das minhas fugas e dos meus surtos.
Esquecerei as partidas
Esquecerei as ilusões

Será possível deixar pra trás todos os nós que dei em minha alma?
Será que posso simplismente arrancá-los com uma tesoura racionalmente afiada?
Respiro, penso, desisto, explodo, mudo tudo de lugar.

Esquecerei apenas que tentei esquecer quem eu sou.
Mas me lembrarei sempre que, talvez essa seja a minha medrosa pessoinha, que escondeu aquela que dorme abraçada ao coração, jurando que o amor é algo pulsante dentro dela.
Esquecerei o medo. A partir deste ponto final serei só o amor, e o amor só aqui estará.

Acho que eu mereço me dar uma chance.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Nessas últimas semanas deixei que pessoas me notassem, me notassem pela secreta entrada da alma, a entrada mais triste que guardo, o coração.
Abandonei os sorrisos, a racionalidade e coloquei a tristeza pro mundo ver.
Pensei que assim eu me entenderia, eu mudaria.
Entendi que nego tudo o que outros estão a sonhar, por pura covardia.
Medo daquela gota salgada escorrer no meu rosto e chegar a minha boca, como se calasse mais um pouco esse sentimento tão perfeito que tento demonstrar sentir.
De nada adiantou toda essa ladainha, não sei quem sou, não sei quem fui e tenho pesadelos com o que posso acabar sendo.
Tenho uma alma imperfeita, cheia de rachaduras, algumas que eu mesma causei, num desesperador desejo pela fuga desse mundo insano que anula tudo aquilo que sonhava em fazer.
Me diminui atrás de uma mesa, com uma bela justificativa para lá estar.
Não vou abraçar o mundo, não dá pra viver as fantasias de um coração que já não existe, porque já não mais existem as fantasias, apenas a rotina, cansativa, miserável de mais um corpo sem vida que vaga por entre as ruas.
Afinal, aonde deixei cair o brilho do meu olhar? Onde guardei os sorissos? Por onde anda a vontade de viver? Grito pelo amor, ele finge que está lá mas já sumiu antes de eu pegá-lo.
A angústia parece que arde por dentro, e transborda pelos olhos sempre que penso em mim.
Abandonei-me. Não venha me salvar, afinal, a culpa não é só minha.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ora, o sofrer é o motor da história
Disse uma vez um grande amigo que se pôs a me analisar.
Descobriu lágrimas, fugas, sonhos e marcas eternas de um passado que ainda quero esquecer.
Ele resolveu não me matar, mas compartilha comigo o que já senti por entre essas palavras que temperam minha vaga e solitária alma.
Ele ainda acredita no amor, acredita tanto que vive por ele... entre suas belas falas, e engraçadas sacadas sobre esse horroroso mundo podemos ver a confiança, aquela mesma que brilha nos olhos de quem crê no amor.
Tomara que um dia, ela brilhe em meus olhos, depois que estes já estiverem secos do sofrer.
Aqui fica um grande obrigaddo a esse amigo, que me fez ver onde eu pensava ser cega.