domingo, 25 de setembro de 2011

As Flores de Plástico Não Morrem

Levaram as luzes. Estou no escuro, mas aquelas luzes me cegavam, e no escuro branco eu também estava. Nada é claro, nada pode ser esclarecido.
Eles me tiram as certezas de que sinto alguma coisa. Não sou mais uma certeza, sou uma eterna dúvida se levarei ao riso ou a lágrima.
O riso é uma forma de chorar, se chora por dentro. Não posso ser riso, não posso ser choro. Me tiraram o riso, o pranto, o sentir. Já não enxergam isto em mim, já não enxergo nada em volta. Escuridão eu me tornei.

"You left me in the dark
No dawn, no day, I'm always in this twilight"


Do zero, queria uma máquina do tempo. Para voltar ao passado e segurar aquela "eu", antes que a crença no amor seja anulada de seu presente e futuro. Antes daquela última lágrima cair no chão daquele lugar imundo. Poder segurar no rosto dela, afastar as mechas de seu rosto e dizer para fechar os olhos naquele minuto. Sem ver, ela não teria a alma agoniante, vazia, lacrada, a beijaria na bochecha, seus olhos se abririam, carregando a dúvida, a curiosidade. Ela sempre será o que sou, mesmo que não veja os desvios que a fiz fazer. Ela, por teimosia em saber o que era aquilo tudo, voltaria. Cairia no chão ao perceber que nunca poderia fugir do que se tornaria.
É preciso destruir as variáveis para que tudo continue como antes era.
A variável é uma só. Todo o resto é fixo.
O amor, digo mais, os sentimentos, variam, mudam, se moldam ao que se vive.
Os sentimentos não poderiam seguir com ela, eles não deixariam a vida ser estável.

Calma, eu preciso que você fique absolutamente calma.

"Like a riot, like a riot, Oh !
I'm not easily offended
It's not hard to let it go"

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