quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Reticências

E naquele dia senti que minha alma nele morreu.
Foi como perder o chão, as paredes, o teto, e toda a estrutura que me protegia.
Em mim choveu, fez sol, ventou, e ali estava sem abrigo...
Morri em tua alma, a poesia se foi junto comigo.
Só que ainda te protejo,
Ainda vive em mim... como um grande amor.
Protejo-te de longe,
Me alegro com teu sorriso,
Me entristeço com suas lágrimas,
Me entusiasmo por ver-te viver.. uma vida que eu não conseguiria te dar estando por perto.
Deixo as complicações comigo, quero para você a mais simples das felicidades.
E assim me despeço da tristeza e da saudade de não tê-lo aqui.
E me faço feliz por ainda poder olhar-te de longe e contemplar sua felicidade.

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