sábado, 5 de maio de 2012

Da Lua

Assusto-me com a possibilidade de esquecer-te
Como já esqueci teus olhos
teu sorriso
Assusto-me quando percebo que
a falta que sinto de ti
diminui
Ao ponto de me esquecer
do que é feita
a saudade.

Hoje no céu a lua brilha
e me fez lembrar
do pouco que guardo de você
Em minha alma podre

E o medo de perder-te volta
com a mesma intensidade
das memórias
que a Lua presenciou

Me pergunto se ela
guarda também
tudo o que
temo esquecer

Sussurra-me
Imploro
Sussurra-me!

A Lua é cúmplice
da distância impossível
da alma corrompida
das lembranças poucas
do tempo
que como um vilão
tenta apagar minhas memórias
Mas a Lua não deixa

Ela nunca deixará.

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