sábado, 5 de maio de 2012

Da Lua (2)

E nesta noite gelada
Quando o medo de 
Esquecer 
Une-se
Ao medo de 
Lembrar

E tudo vira uma filosofia sobre o amor.

Descobre-se pouco.

E das costelas arranca-se
Arranca-se?
O que teimo em negar ser fuga.
Mas é fuga!

O que não fugiu, não existiu.
Nada se manteve.

Me julgaram triste
Poética
Eu diria 
Distante.
Distante para não ter de fugir
do que ainda é real.

Pois levo
Tudo isso
Para o mundo dos sonhos.
Amanhã
Obrigo-me a 
Voltar a realidade
Mas antes
Olho
Pra Lua. Pra Lua.




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