terça-feira, 15 de maio de 2012

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Ziraldo, em meio a desenhos e histórias da boa e velha infância, fala sobre felicidade.
Ele ignora o fato desta ser alcançada na velhice, após vitórias e triunfos. Ela vem na infância, nos momentos que nem sabemos que somos realmente felizes. Apenas sorrimos.
Apenas sorrimos!
Estranho como ser feliz depende muitas vezes de não buscar a felicidade, muito menos saber que já a possui. É apenas o ato natural de sorrir com a alma.
Mas mesmo assim o que mais de deseja além se ser feliz?
Como não desejar tal maravilha?
Alguns dizem que estou a procrastinar. Pois sim, mas ocorre que pensei que a felicidade me encontraria. Ela se atrasou e por fim cancelou nosso passeio.
E sonho de infância desabou. Sobrou uma dura realidade, que entra em minha frente, escondendo o rastro que a felicidade deixou.
Procura-se
Uma felicidade
Que andava junto de um sonho
Quando ele morreu dormindo
Ela fugiu em desespero

Procura-se
Uma tal felicidade fujona
Se encontrar deixe recado.
Pois já não estou sentanda esperando.
Devo estar por aí, a procurando.

Procura-se
Por mim mesma...
que procurando a felicidade
acabou sumindo
sobrando uma casca amarga
a mofar no sofá.

Recompensa-se bem.

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