sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

G.

Pertenceu-me,
no intervalo de um suspiro de paixão,
Pertenceu-me,
e fez nascer o que defendo ser amor,
Me encontrei em suas ternas palavras que enviavam a súplica maior,
Sejas minha!
Sejas minha!
E senti-me como uma pena
Que se liberta de teu pássaro,
E deve flutuar, sem rumo
Sem dono.
Mesmo por vezes, muitas vezes, se lembrar do pássaro
como se ainda fosse
Teu pássaro.
E mesmo flutuando ainda possuo tuas ternas palavras,
E mesmo flutuando penso ainda ser tua,
assim como eras meu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário