sexta-feira, 23 de julho de 2010

Ao Desapego!

Peguei a minha taça e bati com uma colher, retirei as minhas luvas de seda e disse: ao ato de não se apegar, a libertação da alma e da mente! E todos os senhores e senhoras a minha volta bateram palmas de maneira educada e voltamos ao nosso jantar.

Não, não é bem assim: na verdade eu cheguei no balcão e falei: TEQUILAAA CARAI. Peguei a tequila, olhei para o horizonte me deparando com uma geladeira de cerveja Skol e disse, AO DESAPEGO! Lambi o sal, virei a danada e chupei o limão com toda a ferocidade que consegui. Depois disso voltei a dançar loucamente até o chão.
Sim, ao desapego, ao desapego de tudo, ao desapego de tentar ser alguém que na verdade você não é. Ao desapego de tentar acreditar naquilo que você não entende. Se você deseja ser burro está na hora de queimar os livros! Ao desapego de poder falar merda onde quer que eu ache necessário. Ao desapego de ter que aceitar pessoas escrotas por perto.
O desapego é poético, é libertador. É maravilhoso! Maravilhoso!
Bata palmas, grite, urre, tire a camisa e grite Timão ÊOOO sem medo te chamarem de marginal.
Use as roupas do verão passado e não tema tirarem fotos suas e te julgarem mal vestida!
Tenha namorado, não tenha namorado, tenha até mais de um namorado, faça uma suruba, seja gay.
Desapegue-se das regrinhas sociais, centrais, estúpidas que você pensa que deve seguir.
Não siga! Não seja seguido! Não fique parado! Corra e cante Restart se assim vc acha que será feliz.

Fale de política, não fale dela, finja que isso não existe, lute por um país melhor. Mas Faça aquilo que VOCÊ queira.
Não a Pagação!
Não a Pagação!
Levante a sua tequila, encha os pulmões e fale, Ao desapego.

Desapegue-se do mundo e seus achômetros, apegue-se a você e sua opinião!